Estávamos todos ansiosos por uma etrevista do José Serra, depois dos decretos declaratórios.
Eis abaixo:
"Invasão é desrespeito à autonomia" - entrevista de José Serra ao Estado de SP.
http://www.estado.com.br/editorias/2007/06/03/ger-1.93.7.20070603.18.1.xml
Algumas passagens interessantes:
ESP: Outra polêmica foi em torno de contratação de pessoal. Um dos decretos proibia.
JR: É uma afirmação falsa por três motivos: primeiro porque o decreto não incluía as universidades; segundo porque, se incluísse, não envolveria professores, pois o decreto procurou congelar os chamados “cargos de confiança” dentro da administração, medida de austeridade, e os professores não se enquadram nessa categoria.Terceiro, porque as universidades continuaram contratando professores ao longo deste ano. É normalíssimo na administração acontecerem desentendimentos sobre disposições legais. Tão normalíssimo quanto seu esclarecimento. Isto faz parte do cotidiano de um governo. Por isso, todas as dúvidas foram rápida e reiteradamente esclarecidas. Mas como as desinformações dentro e fora das universidades continuaram, envolvendo inclusive muitas pessoas de boa-fé, aceitamos a sugestão dos reitores de esclarecer de novo o que já havia sido esclarecido.
ESP: O movimento dos estudantes começou com cerca de 300 alunos, mas ganhou força e novas adesões ao longo dos dias. Houve falha na condução das negociações?
JS: A ocupação representa uma violência. Impedir uma reitora de exercer sua função é uma violência. Piquetes que coagem e ameaçam professores que querem dar aulas é uma violência. Isso tudo, aliás, é um enorme desrespeito à autonomia universitária. Olhe, o povo de São Paulo paga mais de R$ 4 bilhões (uns R$ 4,2 bilhões neste ano) para manter as universidades públicas e possibilitar que os estudantes possam ter um ensino superior público e gratuito de qualidade. É muito dinheiro. Até em respeito à população que trabalha e paga os impostos, quem entra na USP, na Unicamp, na Unesp, tem de se esforçar, tem de aproveitar a oportunidade que recebeu. A grande maioria dos estudantes, que sabe quanto é difícil ingressar na USP e que sabe a oportunidade que está tendo de estudar de graça na melhor universidade do País, deveria cobrar dos invasores a desocupação da reitoria e a retomada do funcionamento normal da universidade. É um direito deles. Sim, a USP é um espaço público. E os invasores pretendem privatizá-lo.
Com os decretos modificados e melhor explicados, aceitos pelos reitores, após a diretoria conclamar os alunos à voltarem suas atividades normais: há motivos para continuar este movimento de caráter extremo, com objetivos oportunistas e a contínua desvalorização desta ferramenta importante de luta?!
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário